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Paralisação de caminhoneiros tem potencial para afetar escoamento de grãos no RS

Manifestação é contra o reajuste nos preços do óleo diesel

Paralisação de caminhoneiros tem potencial para afetar escoamento de grãos no RS
Paralisação de caminhoneiros tem potencial para afetar escoamento de grãos no RS Foto : Alina Souza
A manifestação de caminhoneiros contra o reajuste nos preços do óleo diesel, deflagrada na manhã desta segunda-feira preocupa o setor agrícola, pois tem potencial para prejudicar o escoamento da safra de grãos de verão no Rio Grande do Sul, disse ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) o diretor executivo da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Roberto Queiroga. "Apesar de estarmos oficialmente em uma entressafra, parte dos grãos cultivados na primeira etapa da temporada 2017/18, dentre eles a soja, ainda está sendo transportada", alerta o executivo. 



Para o interior do Paraná, Queiroga prevê problemas em alguns pontos específicos mas sem grandes prejuízos, por causa do calendário de escoamento da safra. "Vamos acompanhar os desdobramentos das paralisações até o fim do dia e entrar em contato com as associações regionais para detalhar melhor os eventuais impactos sobre o setor", acrescenta ele. De qualquer forma, comenta o diretor, a movimentação entre os caminhoneiros acendeu uma luz de atenção para todos as regiões que se utilizam do transporte de cargas, seja soja, milho ou demais produtos.

Quanto à região Centro-Oeste, e especificamente Mato Grosso, maior Estado produtor de grãos, o gerente de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Furlan, disse que ainda é cedo para traçar potenciais prejuízos, mas destacou que a entidade também está monitorando o andamento das manifestações.

"A priori, trata-se apenas de uma paralisação de caminhoneiros, mas se avançar para bloqueio, de fato, das rodovias, a Abiove defende que sejam realizadas ações dos governos federal e estaduais com a devida prioridade para que nenhum setor da economia, não só o agronegócio, tenha problemas com abastecimento", avalia Furlan.