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Paralisação de médicos residentes atinge 22 cidades do RS

Categoria é contra cortes nas verbas para saúde

Os médicos residentes de sete cidades do Rio Grande do Sul iniciaram nesta quinta-feira uma paralisação de 24 horas contra os cortes das verbas na área da saúde, além de criticar a elevação de vagas de residência. Os protestos atingem 22 hospitais em território gaúcho, prejudicados com a suspensão parcial ou total dos atendimentos em consultas e cirurgias eletivas. A assistência em urgências e emergências foi mantida.  

Os residentes são médicos formados e fazem especialização em diversas áreas. Eles atendem em clínicas, hospitais e postos de saúde durante o período de capacitação. Em Porto Alegre, o protesto ocorre no Hospital de Clínicas, no Grupo Hospitalar Conceição, Pronto Socorro, Ernesto Dorneles e São Lucas da PUC.

O presidente da Associação dos Médicos Residentes do Rio Grande do Sul, Paulo Mottin, afirmou que o aumento de vagas na residência precisa ser seguido de qualificação. "Queremos qualidade na formação dos médicos. O nosso desejo é garantir isso, principalmente considerando este contexto de abertura de vagas. A nossa prioridade não é a quantidade de profissionais", acrescentou.

A associação comunicou com antecedência a direção de hospitais para ajuste de agendas, consultas e procedimentos. Até 2018, o governo federal pretende alcançar uma vaga de residência para cada médico formado.