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Paralisação de municipários prejudica atendimento em postos e escolas

Centenas de servidores de Porto Alegre se reuniram no Paço Municipal

Fortunati ressaltou que é de conhecimento a crise financeira nas três esferas do governo
Fortunati ressaltou que é de conhecimento a crise financeira nas três esferas do governo Foto : Paulo Bernardi / Especial / CP
As escolas municipais e os postos de saúde foram os serviços mais prejudicados pela paralisação dos municipários de Porto Alegre na manhã desta quarta-feira. A expectativa é de que as atividades voltem a normalizar totalmente apenas na sexta-feira, uma vez que os atos seguem amanhã.

A Secretaria Municipal da Educação (Smed) não divulgou balanço oficial do impacto da paralisação. Mesmo assim, a maioria das escolas tiveram as suas atividades parcial ou totalmente interrompidas. Um exemplo foi o Centro Municipal de educação dos Trabalhadores Paulo Freire, no bairro Santana, que teve todas as aulas canceladas. A previsão é de que não haja atividades nesta quinta-feira.

Uma das maiores escolas municipais da cidade, a Loureiro da Silva, no bairro Cristal, as aulas foram suspensas nos três turnos. De acordo com a direção, os pais e alunos foram comunicados da paralisação com antecedência. Mesmo assim, algumas pessoas foram pegas de surpresa ao chegarem ao local no início da manhã.

Na escola municipal Anísio Teixeira, no bairro Hípica, na zona sul, das 18 turmas da manhã, apenas duas tiveram aulas. Na Lygia Morrone Averbuck, na região Leste, 14 professores aderiram ao movimento, dentro de um quadro total de 41 profissionais que atuam na escola. No turno da manhã três, das oito turmas não tiveram aula. Na parte da tarde, uma turma foi prejudicada pelo movimento.

Na zona norte da cidade, a escola municipal de ensino básico Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, 90% das aulas foram suspensas. A direção informou que os pais foram comunicados da paralisação de dois dias.

O movimento também prejudicou os atendimentos na área da saúde. No Hospital de Pronto Socorro (HPS) um grupo de funcionários permaneceu em frente à entrada, distribuindo panfletos e conversando com as pessoas que buscavam atendimento, alertando da precarização dos serviços.

Nos postos de saúde foi registrada ausência de parte de funcionários. Uma das regiões prejudicadas foi da gerência distrital Sul e Centro Sul, onde houve a necessidade de remanejar profissionais para garantir o atendimento. Segundo a gerente Maris Cristiane Weber, as ações foram no sentido de reduzir ao máximo os prejuízos à população. Uma das dificuldades ocorreu no Posto de Saúde Camaquã, onde a vacinação contra a gripe foi prejudicada no início da manhã, porque os enfermeiros haviam aderido à paralisação.