Vinte e cinco escolas municipais de São Leopoldo não abriram as portas nesta quarta-feira. A paralisação dos educadores, que foi comunicada previamente aos pais e alunos, fez parte do Dia Nacional de Luta contra o Desmonte do Estado e de combate à PEC 241 na qual o Ceprol Sindicato, entidade que representa os professores municipais, aderiu.
Desde às 9h da manhã, a categoria esteve mobilizada na Praça do Imigrante, em frente à Câmara de Vereadores de São Leopoldo, realizando aulas públicas, segundo a presidente do Ceprol, Andréia Nunes.
"Educação Fiscal e Cidadania, foi ministrada pelo servidor da Receita Federal e integrante do Instituto Justiça Fiscal (IJF) Dão Real Pereira dos Santos, ainda pela manhã, a secretária de Finanças da CUT-RS, Vitalina Gonçalves, discorreu sobre as consequências da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241 que limita por até 20 anos os investimentos públicos em áreas como saúde e educação e levará a uma drástica redução das principais políticas públicas no Brasil", explicou ela.
Durante a tarde ocorreram momento de debate, rodas de chimarrão e confecção de cartazes, a fim de orientar quem passava pelo local e acompanhava a mobilização dos educadores. A secretária de Finanças da CUT-RS, afirmou aos professores que, se a PEC 241 for aprovada, em seguida virá uma nova Reforma da Previdência.
"E não será preciso uma Reforma Trabalhista porque a terceirização estará dada! Precisamos construir a resistência e vamos às ruas na construção da Greve Geral explicar o que está em risco", afirmou Vitalina Gonçalves. O prefeito eleito de São Leopoldo Ary Vanazzi participou do evento e segundo a presidenta do Ceprol, na oportunidade foi reforçado ao futuro chefe do executivo que a categoria dá grande importância ao Estatuto dos Servidores e ao Plano de Cargos e Carreiras.
Paralisação de professores deixa 25 escolas sem aulas em São Leopoldo
Educadores comunicaram pais sobre ação em protesto contra PEC 241