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Paralisação de servidores fecha escolas municipais na Capital

categoria está mobilizada pela manutenção da política de reajuste bimestral

Maioria das escolas municipais da Capital está fechada nesta segunda-feira
Maioria das escolas municipais da Capital está fechada nesta segunda-feira Foto : Pedro Revillion
A maioria das escolas municipais da Capital permanece fechada nesta segunda-feira por conta da paralisação dos servidores da Prefeitura. Os alunos foram avisados de que não teriam aula ainda na sexta-feira. Apenas o funcionamento das escolas de educação infantil não foi afetado. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Vereador Antonio Giudice, um bilhete foi afixado junto ao portão de entrada comunicando que as aulas estavam suspensas. “Os pais foram avisados e não enviaram os filhos à escola”, ressaltou o guarda municipal Eduardo Marques.

Já na Escola Municipal de Educação Infantil Humaitá, a mobilização não afetou o atendimento dos 103 alunos com idades entre 18 meses e seis anos. “Optamos por enviar representantes ao ato para não prejudicar os pais”, justificou a diretora Patrícia Dias. Ela explicou que as crianças chegam nas primeiras horas da manhã e somente retornam para suas casas ao entardecer. “Fazem todas as refeições conosco”, frisou.

Na próxima quinta-feira, porém, a escola encerrará as atividades às 12h para que os docentes e trabalhadores em educação possam participar da assembleia geral. A diretora-geral da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), Isabel Medeiros, disse que a categoria está mobilizada pela manutenção da política de reajuste bimestral. A pauta específica dos servidores da Secretaria Municipal de Educação (Smed) contempla valorização profissional e do Sistema Municipal de Ensino, condições de trabalho - infraestrutura, materiais e gestão pedagógica e aposentadoria especial para os professores lotados em escolas.

As reivindicações também incluem a redução do número de alunos em sala de aula nas turmas de inclusão e a necessidade de políticas de prevenção e proteção de trabalhadores e estudantes e maior articulação dos estabelecimentos de ensino com os órgãos de segurança pública. Os professores solicitam que seja realizado levantamento pericial nos locais de trabalho visando a correção de problemas que afetam a saúde e a segurança e o pagamento de insalubridade e periculosidade.

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