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Paralisação difuculta deslocamento de trabalhadores em horários de pico

Trensurb e Carris deflagram greve nesta quarta-feira, afetando bancos e escolas públicas

Paralisação difuculta deslocamento de trabalhadores em horários de pico
Paralisação difuculta deslocamento de trabalhadores em horários de pico Foto : André Ávila
As paralisações desta quarta-feira afetaram o Trensurb, agências bancárias, escolas e os ônibus das linhas da Carris. Os trabalhadores afetados tiveram dificuldades para se locomover nos horários de pico. Filas foram observadas nas paradas de ônibus no Centro da Capital e o Trensurb não funcionou durante todo o dia. Um forte chuva que caiu no final da tarde agravou a situação. Os manifestantes são contra a aprovação do Projeto de Lei das Terceirizações (PL 4330/2004).

Os protestos em frente à Carris tiveram início às 5h. Perto das 8h, um ato violento contra manifestantes foi registrado em frente a sede da empresa . Um homem pilchado e armado com uma chaira agrediu um funcionário da empresa que participava da manifestação. Ele entrou em confronto com cobradores e motoristas e depois foi detido pela Brigada Militar (BM).

A paralisação durou o dia inteiro e por conta do jogo do Grêmio contra o Campinense, hoje a noite, a Metroplan, em acordo com as empresas Vicasa, Real e Central, autorizou a liberação de ônibus para atender aos torcedores no fim do jogo que será na Arena do Grêmio. Conforme a necessidade, a frota ganha reforço. Outra alternativa é também usar os ônibus da Conorte.

Algumas das maiores escolas estaduais de Porto Alegre não abriram as portas nesta quarta-feira em função do Dia Nacional de Paralisação. “Ficamos muito satisfeitos com a adesão. O artigo 12 da PL é bem claro em abrir a terceirização para todas as escolas. Já houve tentativa de terceirizar nossos funcionários”, afirmou a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer. Segundo ela, entre os colégios fechados estavam Ernesto Dornelles, Parobé, Protásio Alves, Júlio de Castilhos e Souza Lobos.

Liminar é descumprida e nova paralisação pode ocorrer

O Trensurb informou no começo da tarde de hoje que protocolou uma ação judicial junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TR) da 4ª Região contra o que considera abusividade de greve por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do RS (Sindimetrô-RS). O sindicado não cumpriu durante todo o dia a liminar que mandava que os trens trabalhassem normalmente no horário de pico.

O vice-presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindimetrô), Clóvis Nei Pinheiro, afirmou nesta quarta-feira que a paralisação dos trens da Trensurb pode ocorrer novamente nos próximos dias. O dirigente deixou claro que a intenção do movimento é ajudar na derrubada do projeto de lei 4330, que regulamenta as terceirizações.