Uma paralisação geral marcada pelos municipários de Porto Alegre deve afetar a prestação de serviços públicos, nesta quinta-feira. Em protesto pela campanha salarial, os trabalhadores prometem cruzar os braços e suspender serviços em áreas como educação, segurança, atendimento social, saneamento, meio ambiente e obras, por exemplo.
A área da saúde, que abrange 144 postos, deve ser uma das mais afetadas, garantindo apenas 30% das atividades de emergência. É o que projeta a diretora do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Maria José da Silva. “As emergências das unidades de pronto-atendimento atenderão com 30%, mas os postos de saúde não atenderão onde os trabalhadores aderirem à paralisação”, alertou.
A concentração dos municipários vai ocorrer a partir das 9h em frente ao Paço Municipal. Uma assembleia marcada para às 14h discute os rumos do movimento, no Parque da Harmonia. Além das discussões salariais, o encontro também pode debater o indicativo de greve. Atualmente, a Prefeitura emprega mais de 20 mil servidores.
O Simpa considerou aquém das expectativas a oferta do município, que prevê repor a inflação de forma parcelada, com último repasse em março de 2017. A categoria exige a reposição da inflação de 9,28% de forma integral. Os trabalhadores ainda querem que o governo reconheça o percentual de 9,44% de perdas decorrentes do reajuste parcelado de 2015 e aumente o valor do vale-alimentação para R$ 25.
Paralisação dos municipários deve restringir serviços, nesta quinta, em Porto Alegre
Área da saúde deve ser uma das mais afetadas, garantindo apenas 30% das atividades de emergência