Mesmo com a paralisação de parte dos servidores da segurança pública contra o parcelamento de salários, o comércio de rua e os bancos funcionaram normalmente nesta quinta-feira. No Centro de Porto Alegre, a presença da Brigada Militar, visivelmente maior do que nos outros dias, foi elogiada pelos comerciantes. A gerente Cátia Lorenzi, de uma loja de calçados, na rua dos Andradas, afirmou que nunca tinha visto tanto policiamento na área central. “Ruim mesmo está o movimento. Os clientes não apareceram”, explicou.
O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas Porto Alegre), Paulo Kruse, disse que o dia não foi tranquilo para o comércio. “O movimento foi baixo de clientes, o que vai impactar nas vendas”, lamentou. Segundo Kruse, o clima de medo criado pelas informações da não presença de policiamento fez com que parte dos consumidores não viesse para o Centro.
Os policiais militares estavam em pontos estratégicos do Centro, como a rua dos Andradas, a avenida Borges de Medeiros, e a Praça da Alfândega, onde houve policiamento a pé e com viaturas, e na rua Sete de Setembro e Siqueira Campos.
O transporte público não teve a sua circulação prejudicada pela paralisação. No entanto, os rodoviários da linha 376/Herdeiros decidiram não circular em razão da falta de segurança. Eles alegaram que só trabalhariam se a Brigada Militar fizesse o acompanhamento da linha no bairro Herdeiros, na zona Leste de Porto Alegre. A Empresa Pública de Transporte e Circulação anunciou que a empresa Sudeste, responsável pela linha, será autuada por não ter circulado.
Paralisação dos servidores da segurança afetou o comércio, lamenta Sindilojas
Transporte público e bancos funcionaram normalmente nesta quinta-feira