O serviço não ocorreu entre as primeiras horas da manhã e as 15h. O órgão promete recuperar o tempo parado nas próximas 48 horas, mas admite que algumas residências devem registrar acúmulo de lixo. "Na parte onde o recolhimento ainda é convencional houve atraso. A equipe que deveria sair durante a manhã e o início da tarde não realizou o serviço", explicou o supervisor de serviços de Operações do DMLU, Adelino Lopes.
De acordo com o órgão, funcionários da Sustentare chegaram a montar piquetes e bloquear saídas de caminhões de recolhimento até o salário da categoria ser depositado, por volta das 15h. Alvo de questionamentos por quebra de contrato e falhas, a empresa, sediada em São Paulo, alegou passar por uma crise financeira e resolveu deixar de prestar o serviço. A Prefeitura já realizou uma nova licitação emergencial, mas a vencedora foi desclassificada do processo por incapacidade, o que atrasou a troca de empresas.
Somente em cerca de uma semana, a segunda colocada na licitação, a empresa Revita Engenharia Ambiental, deve assumir o serviço. O DMLU admite que enquanto não ocorre a troca, há reflexos no recolhimento de lixo, mas não detalhou as regiões mais afetadas.
O Ministério Público Estadual já oficializou uma recomendação enviada a Prefeitura para que seja encerrado o contrato com a Sustentare, sem "rescisão amigável do contrato". Apurações do órgão indicaram falhas na disponibilização de equipes suficientes para a coleta de lixo, roteiros incompletos, terceirização da manutenção de veículos e contratação de empregados avulsos, entre outras falhas. Há cerca de dez dias, a própria Sustentare havia anunciado a rescisão do contrato de prestação de serviço com o DMLU, alegando impossibiliade de seguir realizando o trabalho no padrão de qualidade exigido."