Em Porto Alegre, o aeroporto Salgado Filho registrou 66% dos voos atrasados e 40% deles foram cancelados. No entanto, a situação é em decorrência do mau tempo, que provocou o fechamento do terminal aéreo para pousos e decolagens por algumas horas.
A estimativa do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) é de que a paralisação atinja 63 aeroportos administrados pela Infraero. Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e o aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, leiloados à iniciativa privada, não serão afetados. A assessoria de imprensa da entidade reconheceu que a maioria dos aeroportos opera normalmente.
Em nota oficial, a Infraero disse que possui um plano de contingenciamento, que inclui remanejamento de empregados e reforço de equipes em horários de maior movimento, para garantir os serviços essenciais e a operacionalidade dos terminais. Apesar do funcionamento normal dos aeroportos, a categoria mantém a expectativa de 70% de adesão à greve - número que representa mais de 9 mil dos 13 mil funcionários responsáveis pelas operações de solo da Infraero.
Reivindicações
Os aeroportuários negociam um reajuste salarial de 16% diante de uma proposta de 6,49% oferecida pela Infraero. Além disso, a categoria pede a manutenção dos benefícios de assistência médica, que, de acordo com os funcionários, seria suspenso pela empresa.
Ao contrário do que chegou a ser divulgado, o Sina esclareceu que os salários dos funcionários não estão atrasados. "O que está três meses atrasado é o reajuste. A reposição deveria acontecer no dia 1º de maio", disse a assessoria.
Às 15h, a categoria fará uma assembleia geral em vários aeroportos do País para discutir a paralisação. O Sina adiantou que, caso uma nova proposta não seja apresentada, a greve será mantida por tempo indeterminado.