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Parte dos barracões deverá ser demolida no Rio após fogo

Após vistoria preliminar, Defesa Civil diz que somente o térreo será preservado

O incêndio começou por volta das 7h e levou toda a manhã para ser totalmente controlado
O incêndio começou por volta das 7h e levou toda a manhã para ser totalmente controlado Foto : Vanderlei Almeida / AFP / CP
Após vistoria preliminar nos quatro barracões atingidos por um incêndio nesta manhã na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro, a Defesa Civil municipal informou que parte das construções deverá ser demolida. Segundo o engenheiro Luis André Moreira Alves, os barracões devem ser demolidos a partir do segundo piso. Será preservada apenas a parte térrea das construções, que abriga os galpões onde são feitos os carros alegóricos.

O incêndio atingiu os barracões das escolas de samba Grande Rio, Portela e União da Ilha e também da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Segundo Alves, a demolição deverá ser feita ainda esta semana, para que as escolas possam utilizar os galpões o mais rápido possível. "É uma ordem do prefeito. Assim que a polícia terminar a perícia do local, vamos demolir as estruturas danificadas", disse.

Por conta do incêndio, partes do teto e paredes dos barracões desabaram. Em todos os barracões, a estrutura dos pavimentos superiores ficou comprometida. A vistoria foi feita por seis engenheiros da Defesa Civil. O órgão informou que foi uma vistoria preliminar e mais áreas dos barracões podem ser demolidas.

Grande Rio

A escola mais prejudicada foi a Grande Rio, onde ao menos 4 mil fantasias, sete alegorias e seis tripés foram completamente destruídos. O presidente da agremiação, Helinho Oliveira, chegou ao local pouco depois do início do fogo e estava muito emocionado. Ele falou rapidamente, baixou a cabeça e chorou.

Helinho garantiu, no entanto, que a escola vai desfilar. "O samba não foi queimado. A letra do samba ainda está aí. A Grande Rio desfila. Nem que seja só de camisa, mas desfila." Ele disse ainda que o Carnaval da escola já estava praticamente pronto, apenas em fase de finalização, e que quase tudo foi perdido.

A Cidade do Samba, construída em 2005, é conhecida como a fábrica do Carnaval carioca e é composta por barracões das 12 escolas do Grupo Especial. O local centraliza as principais atividades do Carnaval do Rio de Janeiro - desde a montagem dos carros alegóricos até a fabricação de todos os adereços, fantasias e os demais componentes que envolvem a festa. O incêndio começou por volta das 7h e levou toda a manhã para ser totalmente controlado.

Reunião

Os presidentes das 12 escolas de samba do Grupo Especial se reúnem à noite com a Liesa para definir como será o trabalho de reconstrução do Carnaval da Grande Rio, Portela e União da Ilha. A expectativa é que a Liesa altere o regulamento para que nenhuma escola seja rebaixada neste Carnaval, como sugeriu o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Para não prejudicar as agremiações do Grupo de Acesso, a ideia é que uma escola suba este ano e duas desçam no ano que vem.

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