O bacharel em Direito Jorge Bernardes Júnior, de 34 anos, é um dos integrantes da Aldeia da Paz. Segundo ele, a ideia de acampar com antecedência é preparar o ambiente para a cultura sustentável que o grupo vive. “Bem antes do início do Fórum vivemos de forma totalmente alternativa. Assim, quem vier para cá, além de participar de oficinas sobre desenvolvimento sustentável, ambiente e práticas ecológicas, perceberá que nossa discurso está aliado à
prática."
Em grupos, cerca de 100 pessoas se dividem para manter o fogo sagrado aceso desde o início de janeiro. No local, além da meditação, discutem formas de melhorar o mundo. Para se sustentar, cada integrante colabora com um pouco de recursos financeiros que dispõe, o grupo também recebe doações de pessoas interessadas na cultura alternativa e que deseja acampar na aldeia.
“Somos totalmente vegetariano, cultivamos o bem e buscamos o equilíbrio social, ao invés do material. Quem não nos conhece, fica sem saber a real intenção de viver sem agrotóxicos, com amor, em busca de paz na sociedade”, diz Júnior, que após colar grau na Pucrs, optou por vender o carro e viajar pelo mundo em busca de experiências em
movimentos sociais alternativos.
A Aldeia da Paz fica instalada, próxima ao Anfiteatro Pôr-do-Sol, até o dia 29 de janeiro e é um aquecimento para a Eco-Aldeia da Paz RIO+20, em junho de 2012.
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