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Partidos e estudantes não vão à reunião sobre protestos em Porto Alegre

Encontro buscava evitar depredação do patrimônio público e privado durante manifestações

O Comando da Brigada Militar (BM) convocou uma reunião para esta quarta-feira para tratar das manifestações públicas  contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre. “Isso é para que os manifestantes possam continuar democraticamente fazendo a reivindicação, mas de maneira ordeira e pacífica”, explicou o subcomandante geral da Brigada Militar, coronel Sillanus Mello.

Apesar do encontro ter reunido representantes da Prefeitura, Câmara Municipal, Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Brigada Militar, Polícia Civil e Ministério Público de Contas (MPC), a surpresa foi a ausência de lideranças dos partidos políticos PT, PSTU, Psol e dos diretórios acadêmicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). “Lamentavelmente, os representantes do movimento não se fizeram presentes na reunião”, relatou Mello.

Segundo o coronel, a intenção era evitar novas pichações e depredações a patrimônios públicos e privados durante os atos. “O grande objetivo era abrir um diálogo para que pudéssemos estabelecer regras durante os movimentos, que têm causado um transtorno muito grande para a sociedade", sustentou o coronel. “Nós não estamos fechando as portas, embora eles não tenham comparecido ao encontro. Nós vamos insistir para que possamos ter esse diálogo”, finalizou.

Série de protestos

No dia 25 de março foi sancionado o aumento da passagem de ônibus de R$ 2,85 para R$ 3,05 e nas lotações de R$ 4,25 para R$ 4,50. Desde que o pedido de reajuste na tarifa foi protocolado pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), uma série de protestos ocorreu na Capital. As manifestações pressionam o Executivo municipal a reduzir a tarifa para R$ 2,60.

Por decisão judicial, o valor das tarifas de transporte público em Porto Alegre voltou ao preço anterior no dia 5 de abril. A bancada do PSol, composta pelos vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna, conseguiu uma liminar, junto ao juiz Hilbert Maximiliano Akihito Obara da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central, para suspender o último aumento.

Em meio a isso, manifestantes foram às ruas. Em alguns casos, os protestos foram marcados por atos de vandalismo de alguns integrantes do movimento. A sede da prefeitura, no Paço Municipal, a sede da EPTC e da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) foram danificadas. Juntos, os prejuízos nos três prédios podem ultrapassar os R$ 100 mil.

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