No segundo andar do AeroShopping, funcionários de uma loja de chocolates cobriam com papel branco a fachada. Já no terceiro andar, um tradicional estabelecimento de vinhos estava com as portas trancadas e a luz apagada. Ao todo, pela manhã, das 11 lojas que deveriam interromper o funcionamento nesta quinta-feira, sete mantinham as portas abertas. A obrigatoriedade da interrupção das atividades deve-se ao fato de que o novo processo de licitação para as áreas de concessão dentro do Salgado Filho.
Os proprietários questionaram o fato de que a nova licitação aumentará drasticamente o valor dos alugueis. Além disso, que a substituição deveria ser imediata. “As licitações nem foram abertas ainda. Não há razão para deixar os clientes sem serviço”, afirmou o proprietário da loja de doces, Paulo Lauxen, que tinha o estabelecimento há 40 anos no Salgado Filho.
Aluguel cresce e os preços aumentam
A proprietária de um bazar no aeroporto, Bernadete Varisco, afirmou que aguarda decisão judicial e que tem prazo de 10 dias para desocupar o espaço comercial. “É uma situação muito delicada. Estou interrompendo mais de 25 anos de atividades dentro do aeroporto e demitindo funcionários. É doloroso”, afirmou. Ela lembrou ainda que quem mais perde com a mudança é o cliente. “Se os valores dos aluguéis serão ampliados, automaticamente, os preços dos produtos vão aumentar muito”, lamentou. A Infraero informou que entrará na Justiça, pedindo a suspensão das atividades.