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Passageiros encontram lojas fechadas no shopping do Salgado Filho

Interrupção das atividades ocorreu devido ao novo processo de licitação para áreas do aeroporto

Passageiros encontraram lojas fechadas no aeroporto Salgado Filho
Passageiros encontraram lojas fechadas no aeroporto Salgado Filho Foto : Pedro Revillion
Os passageiros que procuraram algumas lojas e inclusive uma agência bancária, nas dependências do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, esbarraram em portas fechadas. Esse foi o caso, por exemplo, da agência do Banco do Brasil, que em frente à entrada informava a interrupção do serviço a partir do dia 1º de setembro. Alguns clientes ficaram inconformados com a situação e reclamaram. O casal paulista Claudia e André Pacheco não acreditava que a agência estava fechada. “E agora vou ter que percorrer a cidade para poder fazer saque. Isso complica”, disse André.

No segundo andar do AeroShopping, funcionários de uma loja de chocolates cobriam com papel branco a fachada. Já no terceiro andar, um tradicional estabelecimento de vinhos estava com as portas trancadas e a luz apagada. Ao todo, pela manhã, das 11 lojas que deveriam interromper o funcionamento nesta quinta-feira, sete mantinham as portas abertas. A obrigatoriedade da interrupção das atividades deve-se ao fato de que o novo processo de licitação para as áreas de concessão dentro do Salgado Filho.

Os proprietários questionaram o fato de que a nova licitação aumentará drasticamente o valor dos alugueis. Além disso, que a substituição deveria ser imediata. “As licitações nem foram abertas ainda. Não há razão para deixar os clientes sem serviço”, afirmou o proprietário da loja de doces, Paulo Lauxen, que tinha o estabelecimento há 40 anos no Salgado Filho.

Aluguel cresce e os preços aumentam

A proprietária de um bazar no aeroporto, Bernadete Varisco, afirmou que aguarda decisão judicial e que tem prazo de 10 dias para desocupar o espaço comercial. “É uma situação muito delicada. Estou interrompendo mais de 25 anos de atividades dentro do aeroporto e demitindo funcionários. É doloroso”, afirmou. Ela lembrou ainda que quem mais perde com a mudança é o cliente. “Se os valores dos aluguéis serão ampliados, automaticamente, os preços dos produtos vão aumentar muito”, lamentou. A Infraero informou que entrará na Justiça, pedindo a suspensão das atividades.

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