“Tinha muita gente com idade avançada no ônibus”, lembrou. “Foi um desespero geral”, contou Silva. O operador de máquinas disse que estava dormindo quando ocorreu o desastre, sendo acordado pelos gritos de uma passageira.
O pedreiro Marco Antônio Ferreira, de 45 anos, falava ao telefone com sua irmã, Terezinha Antônio Agostinho, 48, uma das passageiras que morreu no local. A mulher voltava de Gravataí para Glorinha, onde morava. “Ela me atendeu e disse: 'Oi véio (sic)'", contou o irmão. “Logo em seguida, escutei um grito e um barulho muito alto seguido de quebradeira e o telefone ficou mudo. Só depois soube que o estrondo era o ônibus virando”, contou o pedreiro.
A serigrafista Angélica Borba da Silva, 27, ajudou a socorrer pelo menos seis pessoas que estavam feridas. “Havia muita gente gritando, pedindo por socorro. Quem estava preso, dizia que estava queimando, devido ao calor do asfalto.”
Por volta das 15h, o ônibus da Unesul que fazia a linha Porto Alegre-Tramandaí tombou em uma curva no km 22 da ERS 030 em Gravataí. Cinco pessoas morreram no local do acidente (quatro mulheres e um homem) e outra durante atendimento. Os feridos foram levados para o Hospital Pronto Socorro (HPS) de Canoas, Dom João Becker, de Gravataí, e o Hospital de Osório. O tacógrafo indicou que o veículo estava acima da velocidade máxima permitida no trecho.
Segundo a Brigada Militar, alguns usuários viajavam em pé e foram arremessados para fora do veículo. O ônibus partiu de Porto Alegre ao meio-dia e tinha previsão de chegada para as 15h30min.
Um dos passageiros relatou que quase ninguém estava usando cinto no momento do acidente. Devido ao tombamento do ônibus, umas pessoas caíram sobre as outras. Os passageiros que estavam no lado direito do veículo sofreram os ferimentos mais graves.