A aposentada Carla Sampaio enfrenta um drama maior. Cadeirante, perdeu parte das pernas em um acidente de carro e ficou sem alternativas durante a greve. Na terça-feira, perdeu a consulta do filho, Henrique, de dez meses, por não conseguir se deslocar até um hospital. “O único transporte que eu utilizava era o ônibus, já que nem todas os lotações têm espaço para cadeirante e de táxi, eu não ando”. Carla, foi agredida verbalmente por um taxista no final de dezembro devido a sua deficiência. “Quando eu falo que sou cadeirante, a maioria dos taxistas se nega a me buscar. Eu simplesmente não tenho escolha”, disse.
A consulta do filho teve que ser remarcada para fevereiro. Enquanto espera, Carla torce para que a situação já esteja normalizada. “Se os ônibus não estiverem funcionando até a data, perderei novamente a consulta”.