De acordo com a EPTC, em relação aos itens que compõem a planilha tarifária, os que mais pesam são a folha de pagamento dos funcionários, cujo reajuste salarial de 7,5% já foi aprovado, pneus e recapagens. A legislação estabelece que as tarifas sejam reajustadas a pedido das empresas de ônibus por ocasião da revisão salarial dos rodoviários ou quando a inflação acumulada desde o último reajuste ultrapassar 8%.
O pedido do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) era aumentar o valor de R$ 2,70 para R$ 2,95. O reajuste salarial da categoria e aumentos em itens como combustível, pneus e carroceria foram levados em conta na composição deste valor, segundo o sindicato.
Segundo o prefeito, o aumento de 5,56% fica abaixo da inflação do período, que foi de 6,5%. “Com isso nós queremos continuar preservando a qualidade do transporte público de Porto Alegre e contemplar o interesse dos usuários”, comentou Fortunati.
Um grupo de estudantes protestou contra o aumento. Eles deixaram a reunião antes da votação ser concluída e circularam pelas ruas da Capital com cartazes e faixas para chamar a atenção da população.