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Passagem de pedestres é liberada na rua Riachuelo

Trecho foi interditado para obras de recuperação em prédio do Centro de Porto Alegre

De dentro do prédio já foram retirados 30 contêineres de entulhos
De dentro do prédio já foram retirados 30 contêineres de entulhos Foto : Bruno Alencastro
O ritmo das obras de recuperação e estabilização do prédio no cruzamento das ruas Riachuelo e Marechal Floriano Peixoto surpreendeu na manhã de sábado os representantes da prefeitura de Porto Alegre. Segundo o secretário municipal de Obras e Viação (Smov), Cássio Trogildo, que esteve no local para a liberação da passagem de pedestres, a agilidade é um ponto positivo porque, além de reduzir os riscos de desabamentos, também permitirá a liberação do trecho da rua para veículos.

Na manhã deste sábado, o trecho junto ao prédio, que havia sido totalmente interditado em função da recuperação do prédio, depois que uma parte caiu, foi liberado para pedestres. O pedido foi resultado de reclamações dos comerciantes da rua, que com o bloqueio verificaram queda no movimento. O secretário ressaltou que a liberação da passagem para pedestres, com o recuo do tapume, só ocorreu porque a empresa responsável pela obra autorizou.

A estimativa é de que o fluxo para o trânsito só seja liberado no final da próxima semana. Isso dependerá do andamento das obras. Segundo o diretor de trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Carlos Pires, enquanto isso, as modificações na circulação e no sentido das ruas estão mantidas.

De dentro do prédio já foram retirados 30 contêineres de entulhos. São moerões, pedras, tábuas e outros materiais condenados. Além disso, o prédio que havia ruído parcialmente foi desmontado. Para evitar que a fachada viesse a cair, foram fixados grampos de aço. Entre as intervenções da obra, além da retirada dos materiais condenados e do escoramento estrutural, será instalada uma galeria no passeio público para liberar as calçadas com segurança.

O secretário explicou que a situação da estrutura de alvenaria do prédio estava sendo monitorada e quando se identificou que a dilatação entre as fissuras havia aumentado, foi necessária a imediata intervenção. “Esse prédio continua sendo de propriedade particular e a prefeitura somente está intervindo porque representou risco. Acreditamos que depois desse reforço estrutural, por um bom tempo não haverá risco de desabamentos”, afirmou Trogildo.

Ele lembrou que desde 1999 a Smov realiza vistorias periódicas, enviando notificações e multas ao proprietário. O último laudo contratado pela secretaria, feito ano passado, apontou a necessidade de reforços, embora não houvesse risco iminente. Na noite de 12 de fevereiro, vizinhos detectaram a queda de pedaços da construção. Em seguida houve o bloqueio da passagem e o início das obras de reforço estrutural da Smov.

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