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Patronato Agrícola de Santa Rosa abriga 17 meninos

Entidade busca apoio para manter recebendo jovens

Crianças que residem na casa participam de oficinas e recebem reforço escolar
Crianças que residem na casa participam de oficinas e recebem reforço escolar Foto : Felipe Dornele / Especial / CP
Por Felipe Dorneles

Havia pelo menos dois anos que o número de acolhidos no Patronato Agrícola de Santa Rosa não chegava a 17 meninos. O cenário foi registrado pela presidência da entidade no mês de julho e prossegue. “Os pais têm dificuldades financeiras e, muitas vezes, não encontram solução e acabam buscando caminhos que levam à desestruturação das famílias”, explica a tesoureira da entidade, Gislaine Moroni Rabuske, ao indicar o motivo do aumento. Por meio de medidas protetivas, os meninos são encaminhadas ao local, onde devem permanecer até que o retorno à família seja seguro, ocorra adoção ou completem 18 anos.

Hoje, moram na entidade 11 crianças, de sete a 11 anos, e seis adolescentes, de 13 a 17. O número aumenta os custos de alimentação, água e energia elétrica. As receitas são doações da comunidade, associados, Fundo Municipal de Assistência Social, aluguéis e de uma empresa que financia dois professores, de informática e reforço, para acompanhamento dos alunos. Gislaine garante que a comunidade tem participação efetiva e ajuda com recursos. Mas, segundo ela, se o número de acolhidos seguir aumentando, será preciso mais auxílio. O quarto evento do ano para buscar ajuda será um jantar em 8 de outubro, na AABB de Santa Rosa.

Durante a manhã, todos os meninos frequentam a escola. À tarde, os maiores retornam ao colégio para o Mais Educação, enquanto os pequenos ficam no Patronato em atividades de reforço escolar e informática. À noite, ocorre integração na sala de estar. A instituição tem dez profissionais contratados, entre professores, psicólogos, assistente social e nutricionista. Há ainda voluntários, que atuam na gestão e em oficinas.

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