Segundo o delegado Marcelo Arigoni, um dos responsáveis pelas investigações, é necessário manter os suspeitos presos para que as provas sejam preservadas. O promotor do Ministério Público Joel Oliveira Dutra, que solicitou a detenção, acredita que não há indício legal para manter os suspeitos presos e que não é possível fazê-lo por "clamor popular".
Além disso, o advogado de Kiko, Jader Marques, já pediu a revogação da prisão temporária, o que poderia abreviar ainda mais a data de soltura. O MP e Polícia Civil estão discutindo os próximos passos da investigação.
Dutra solicitou a prisão temporária dos quatro investigados na segunda-feira. O sócio Elissandro Spohr está detido sob custódia no município de Cruz Alta. Ele foi internado após um quadro de intoxicação pela fumaça causada pelas chamas.
Conforme a polícia, Spohr teria tentado tirar a própria vida. A delegada que responde pela delegacia regional do município do Alto Jacuí, Lilian Carus, afirmou que ele teria retirado a mangueira do chuveiro e tentado se enforcar em uma janela quando estava no banho, mas o agente responsável pela custódia conseguiu intervir.
Os dois integrantes da banda também foram presos na manhã de segunda. À tarde, o outro sócio, Mauro Hoffman, se apresentou na Delegacia de Polícia Regional de Santa Maria.