A Anvisa montou uma força-tarefa para receber pele humana e membrana amniótica dos bancos da Argentina, Uruguai e Chile. A carga dos vizinhos do Mercosul vai ser utilizada conforme a necessidade dos mais de 140 pacientes hospitalizados no Estado.
O estoque do banco de pele da Santa Casa da Misericórdia de Porto Alegre foi insuficiente para atender aos internados. A instituição recebeu, além das remessas de Buenos Aires e Montevidéu, doação de pele e membrana do Hospital das Clínicas da USP e do Instituto de Medicina Integral de Pernambuco Professor Fernando Filgueiras (Imip), no Recife. A Anvisa está liberando as doações encaminhadas pelos países vizinhos em tempo recorde porque existe uma resolução da agência que prevê a celeridade do processo de liberação de materiais biológicos em situações emergenciais.
O Uruguai encaminhou 2,4 m³ de pele humana e 7,3 m³ de membrana amniótica. A Argentina enviou 10 m³ de pele e 20 m³ de membrana. Ainda não é possível determinar quantos pacientes serão beneficiados, já que a necessidade depende da extensão da queimadura.