Geral

Pelo menos 12 pessoas morreram afogadas no feriadão

Duas vítimas se afogaram no litoral norte, nas praias de Imbé e Atlântida

Pelo menos 12 pessoas morreram afogadas desde o início do feriadão de Finados. O forte calor levou muitos banhistas a se aventurarem em águas internas, de rios, lagoas ou açudes, ou no mar, sem a supervisão de salva-vidas. A última morte ocorreu no fim dessa tarde, no Passo dos Negros, em Alvorada. O jovem Fabrício Joaquim Loeblein, de 26 anos, nadava no rio Gravataí com três amigos quando se afogou. O corpo foi retirado por mergulhadores. Os bombeiros alertam que o local é impróprio para banho, devido à profundidade. Cerca de três a quatro pessoas morrem, por ano, nesse trecho do rio.

Outras duas mortes também foram registradas, no Litoral Norte, nessa tarde. A menina Andressa Garcia de Oliveira, de 14 anos, perdeu a vida em Imbé. Erick Hiorowitch, de 27, se afogou em Atlântida. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luiz Fernando Puhl, destaca a necessidade dos banhistas estarem sempre atentos à segurança e lembrou de uma frase popular: “água no umbigo, sinal de perigo”.

Conforme o coronel Puhl, só deve haver salva-vidas nas cerca de 300 guaritas espalhadas pelo estado a partir da segunda quinzena de dezembro, quando tem início a Operação Golfinho. Para reforçar a segurança dos banhistas, normalmente feita por 800 policias militares (150 bombeiros e os demais do policiamento ostensivo), estão sendo selecionados 600 salva-vidas civis.

Outros casos
Na praia do Porto Batista, em Montenegro, Alexandre Ramiro da Silva, de 30 anos, morador de Canoas, morreu a um dia de fazer aniversário, afogado no rio Jacuí.

Outros oito casos de afogamento foram registrados, desde o início do feriadão, em Bom Princípio, Cristal, Vera Cruz, Vale Verde, Muçum, Dilermando de Aguiar, Rolante e Caxias do Sul.