A Defesa Civil de Porto Alegre contabilizou, nesta quinta-feira, pelo menos 15 ocorrências de desabamento de árvores sobre residências. Em todos os casos, segundo as autoridades, não houve registro de feridos graves, mas cidadãos reclamaram da falta de políticas de prevenção.
No bairro Teresópolis, por exemplo, uma nogueira de cerca de 30 metros de altura, e quase 50 anos de idade, caiu sobre uma residência, na rua Carvalho de Freitas, próximo à Terceira Perimetral. A queda ocorreu após os proprietários pedirem à prefeitura, durante três anos, a remoção da árvore, que ainda não havia sido autorizada.
Uma das moradoras do local, a vendedora Daiana Silva, de 28 anos, estava em casa, no momento da desabamento, com a filha de dois meses, e, ao cair um tombo, teve cortes nas pernas. " Só tive tempo de olhar para a janela e sair correndo, mas, por sorte, a queda da nogueira foi contida por outra árvore ainda maior que resistiu ao temporal", detalhou Daiana.
No bairro Guarujá, outra árvore desabou e atingiu residência na rua Urussunga, também sem deixar feridos. Já nas esquinas da Camaquã com a Otto Niemeyer, bairro Teresópolis, duas árvores caíram e uma delas atingiu parcialmente um restaurante,. A Smam concluiu a remoção dos galhos no final da tarde.
No bairro Ipanema, o arroio Capivara transbordou pela terceira vez em menos de dez dias. Pelo menos 16 casas ficaram alagadas, para a revolta dos moradores de menor poder aquisitivo, que convivem com animais mortos e sujeira. "Essa é nossa sina, e não sabemos mais a quem recorrer", protestou o pedreiro Paulo Roberto Silveira, de 49 anos, que mora na região, e teve que atravessar a pé o local inundado. O DEP ainda não tem previsão de quando haverá solução para o problema.
No bairro Campo Novo, também na zona Sul, a rede de esgotos voltou a não suportar a água da chuva. Novos alagamentos afetaram dezenas de residências.
Pelo menos 15 árvores caíram sobre residências na Capital
Na zona sul, casas foram alagadas pelo Arroio Capivara, que voltou a transbordar