Geral

Pelo menos 20% dos hidrantes da Capital são alvo de vandalismo

Atendimento de ocorrências pelo Corpo de Bombeiros acaba sendo prejudicado

Pelo menos 20% dos hidrantes da Capital são alvo de vandalismo
Pelo menos 20% dos hidrantes da Capital são alvo de vandalismo Foto : Antônio Sobral
Pelo menos 20% dos hidrantes públicos utilizados pelo 1º Comando Regional de Bombeiros (1º CRB) no combate a incêndios são alvo de atos de vandalismo em Porto Alegre. Igualmente há registro de furto das tampas (superior e lateral) e dos bujões (peça que conecta à mangueira). Na tentativa de reduzir as perdas, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) está soldando os parafusos que conectam os bujões ao corpo do hidrante. "Em função desses atos criminosos, realizamos inspeções mensais nos cerca de 1,6 mil pontos onde estão instalados os equipamentos", revelou o tenente Adroir de Andrade Farias, do 1º CRB.

Os problemas também são diagnosticados durante o atendimento de ocorrências. Precavidos, os bombeiros costumam levar nos caminhões tampas e bujões para efetuar reparos emergenciais nos hidrantes e assegurar o reabastecimento dos caminhões-tanque. Já as equipes do Dmae realizam revisões semestrais, normalmente nos meses de junho/julho e novembro/dezembro. Nessas revisões, são verificadas as pressões disponíveis nos hidrantes e testados os registros, bujões, engates e tampas. O tenente adverte que os atos de vandalismo podem prejudicar o combate de incêndios.

"É preciso que as pessoas tenham a consciência de denunciarem os autores desses delitos", ressaltou. O tenente explicou que após a chamada "corrida aos hidrantes", o 1º CRB repassa ao Dmae as necessidades de reparos. Segundo ele, os furtos e depredações muitas vezes deixam os hidrantes sem tampas, mas os equipamentos estão em condições de uso. Paralelamente à fiscalização do sistema de hidrantes de Porto Alegre, a Seção de Prevenção de Incêndio do 1º CRB também inspeciona prédios residenciais e comerciais.

Somente em 2009, foram aprovados mais de 20 mil planos de proteção contra incêndio elaborados por proprietários ou administradores de edifícios da Capital. "As construções novas já são adequadas às regras e, as mais antigas, estão se adaptando", disse. A intenção é assegurar a segurança e também o acesso facilitado dos bombeiros em caso de sinistros. O tenente apontou a existência de "alguns gargalos" no Centro, principalmente no acesso à rua dos Andradas, no trecho entre as ruas Caldas Júnior e Vigário José Inácio. "Existem muitos obstáculos fixos, incluindo telefones públicos e postes, que dificultam", frisou.