De acordo com Pescador, o volume de empresas interessadas foi ainda maior, mas pré-requisitos estabelecidos pelo Sine (como auxílio-moradia nos primeiros meses e a realização do processo seletivo em Caxias) levaram algumas organizações a desistirem da procura. Nesta quinta-feira pela manhã, uma 23ª empresa desistiu da contratação de cerca de 30 profissionais, já que não houve acordo quanto ao valor do salário. Os profissionais não concordaram com a quantia oferecida, e agora seguem concorrendo a vagas em outros locais. O Sine reforça que foi criterioso também no intuito de afastar possíveis empresários interessados apenas em adquirir mão de obra barata na figura dos refugiados.
Pescador ainda ressaltou que mais 13 ganeses chegaram à Serra nesta semana, e no máximo até sexta-feira, estarão com os documentos regularizados e os nomes inclusos no cadastro Mais Emprego, que seleciona candidatos às vagas disponíveis no mercado. Os demais, que deram entrada na cidade nas últimas semanas aproveitando a brecha deixada pela Lei Geral da Copa, na questão da liberação de vistos, já deixaram Caxias. De acordo com diferentes órgãos ligados ao atendimento aos refugiados, é impossível controlar o fluxo dos que não permaneceram no alojamento criado de forma provisória, junto a uma paróquia da cidade.
A Prefeitura estima que, nos últimos dois anos, mais de 3 mil estrangeiros foram cadastrados junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) da região.