Na manhã de hoje, as famílias que perderam o teto remexiam nos escombros na tentativa de encontrar algum objeto poupado pelas labaredas.
“Perdemos tudo. Não sabemos por onde recomeçar”, desabafou o operador de produção Laion dos Santos, de 24 anos. Ele e os vizinhos estão mobilizados na tentativa de assegurar a remoção dos atingidos para casas de passagem até que tenham condições para reconstruir os casebres.
Hoje, a Defesa Civil de Porto Alegre encaminhou colchões e cestas básicas para as famílias. Alguns moradores da Capital, sensibilizados, também compareceram à vila Areia para deixar doações. “Não temos onde armazenar os donativos”, disse. Santos relatou que os atingidos só não dormiram ao relento porque receberam amparo da vizinhança.
Como as casas são muito pequenas, as famílias foram divididas em mais de uma moradia. A intenção das vítimas é negociar uma alternativa com apoio do Departamento Municipal de Habitação (Demhab). Santos, porém, ressaltou que apenas duas das cinco famílias estão cadastradas para reassentamento em sobrados edificados por intermédio do Programa Integrado Entrada da Cidade (Piec).