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Pelo menos 60% das escolas estaduais do RS precisam de reformas urgentes

Meta do governo é aplicar R$ 1 bilhão em melhoria na estrutura física das instituições até 2014

A estrutura física das escolas públicas do Rio Grande do Sul foi tema de audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira na Assembleia Legislativa. Conforme dados da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), das 2.554 escolas do Estado, pelo menos 1.521 precisam de algum tipo de reforma considerada urgente. Isso significa 60% da rede de ensino.

Nesse universo encontra-se a Escola Estadual Ensino Fundamental Alvarenga Peixoto, no bairro Arquipélago, em Porto Alegre, que funciona num prédio provisório desde a sua inauguração, há 66 anos. “Não temos telas e muros de proteção. A cozinha e o refeitório encontram-se em condições lamentáveis. Atendemos 800 alunos praticamente sem estrutura administrativa”, salientou a diretora, Doris Alves.

Segundo a diretora, a área administrativa da escola funciona em um casa anexa, construída para abrigar um PM Residente. “Não aguentamos mais ficar fazendo reformas para remendar os problemas. Se empurrar, o prédio cai”, advertiu. Doris disse que a pressão da comunidade é muito forte, pois a situação é realmente precária. “Somos alvos constantes de vandalismo protagonizados muitas vezes pelos alunos que buscam dinheiro para comprar crack. Na semana passada, foram quatro ataques. Levaram computadores, televisões e materiais de professores."

O diretor substituto do Departamento Administrativo da Seduc, Roberto Adornes, disse que espera encerrar o ano com reparos concluídos em 700 escola. "Em 560 instituições os trabalhos já foram finalizados." Ele reconhece que a situação da estrutura física é grave. “É inadmissível termos 1.521 prioridades número um”, desabafou. Em 2012, ele acredita que terá um diagnóstico completo do quadro, por meio do Plano de Necessidade de Obras (PNO). A promessa é que até 2014 todas as instituições de ensino vinculadas à Seduc estarão revitalizadas.

“Vamos interromper o ciclo de consertos pontuais que não resolvem nada”, disse. Existem outras escolas com graves problemas. Adornes ressaltou que a estrutura atual do Estado não permite a quantidade e agilidade das obras necessárias. “Faltam recursos e profissionais como engenheiros e arquitetos”, reconheceu Adornes. A meta é aplicar R$ 1 bilhão em melhoria na estrutura física das escolas estaduais até 2014. A audiência foi proposta pelo deputado estadual Carlos Gomes (PRB), da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia.

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