A bióloga da Univates Cátia Gonçalves, que coordenou a separação, classificação e pesagem dos resíduos coletados pelos voluntários, afirmou que o foco da ação não é apenas recolher o lixo. “O objetivo é provocar a reflexão da comunidade para a importância do cuidado de preservar o rio, não apenas em um dia, mas continuamente." Segundo ela, estão todos "no mesmo barco". "O que falta, muitas vezes, é sair da inércia e tomar consciência do cuidado que o rio exige”, alegou Cátia. Ela disse que foram encontrados, ainda, materiais cerâmico e restos de construção, sofás, cadeiras, portas, material eletrônico como aparelho de televisão e computadores.
Para o vice-presidente de Responsabilidade Social da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (ACIL), Gilberto Soares, a atividade visa a conscientização. Além da ação prática de coletar detritos, há uma mostra fotográfica que retrata a realidade do rio e seminários voltados a estudantes e empresários. Soares enfatizou que será feita a exposição “Lajeado de frente para o rio”, que consiste na disposição de parte dos resíduos coletados em local central da cidade e de grande fluxo de pessoas. “Queremos que as pessoas vejam que tipos de lixo são lançados no Taquari."
Para as pessoas que participaram da ação foram distribuídas luvas sacos plásticos para acondicionar os resíduos e foram transmitidas orientações de segurança. Todo material recolhido foi transportado para o aterro sanitário de Lajeado para receber destino adequado.
O “Viva o Taquari Vivo” é uma iniciativa da Acil como voluntária da unidade da Parceiros Voluntários Lajeado, com o apoio de entidades, empresas e órgãos públicos, além da efetiva participação dos bombeiros de Lajeado e Estrela e da Defesa Civil.