Um grupo com 21 militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Canoas (BINFAE-CO) partiu da base área de Canoas por volta das 8h desta segunda-feira rumo ao Haiti. Eles reforçarão a segurança de um hospital de campanha montado pelo Brasil na capital do país, Porto Príncipe, que foi a cidade mais atingida por um terremoto em janeiro.
Os militares que estão lá devem retornar nos próximos dias e outro grupo de 10 pessoas também deve se juntar aos gaúchos - que embarcaram hoje - na quarta-feira. Eles foram selecionados dentro o Batalhão de Soldados pelo bom desempenho na Aeronáutica. Todos receberam treinamento específico nas últimas semanas para participar da missão organizada pelo Ministério da Defesa, segundo a comunicação social do Comando Aéreo Regional (Comar).
Eles fizeram atividades para aproximar o grupo e relembrar procedimentos utilizados em situações de risco, além de instruções específicas de práticas de infantaria, tiro militar avançado e abordagem de pessoas e veículos. Tudo isso para garantir o atendimento às vítimas e a segurança das instalações do hospital improvisado.
O grupo, formado por jovens e comandado pelo tenente-coronel Marcelo Binotti, deve permanecer no país durante um período de 30 a 45 dias, ainda segundo o departamento de comunicação. Eles seguiram de Canoas em um avião C-97 Brasília. No Rio de Janeiro, embarcam em um Hércules C-130, fazem ainda uma escala em Boa Vista, para aí sim seguir para Porto Príncipe.
O hospital de campanha está em funcionamento desde o dia 17 de janeiro. Desde então, a FAB realizou 9.718 atendimentos clínicos e 218 cirurgias em Porto Príncipe. A Ajuda Humanitária ao país já levou 1232,66 toneladas de carga e 2.329 passageiros em apoio à Operação Haiti.
Pelotão de gaúchos reforça segurança de hospital de campanha no Haiti
Grupo com 21 militares partiu em direção ao país que foi devastado por um terremoto nesta manhã