“Os danos são visíveis em 114 ruas e avenidas da cidade. Nove acessos às praias foram destruídos. Além disso, 20 crateras se formaram em virtude do rompimento de tubulação subterrânea e impactaram diretamente mil pessoas”, observou o secretário municipal de Obras, Jonas Machado. O comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários (CBV), Johnny Eurico Coelho, afirmou que algumas vias ficaram totalmente destruídas.
Segundo ele, a prioridade é dar assistência às pessoas desalojadas e limpar a cidade. “Depois pensaremos em recuperar os danos causados”, disse o prefeito. O CBV começou a distribuir colchões para os desabrigados, em parceria com a Secretaria Assistência Social.
Ao todo, 430 casas ficaram alagadas devido ao transbordamento do Rio Iriri. “A maré estava alta e a água da chuva torrencial ficou represada”, explicou Machado, estimando prejuízo superior a R$ 20 milhões. Também ocorreram destelhamentos. Mais de mil pessoas tiveram que procurar abrigo com parentes ou na sede do Corpo de Bombeiros Voluntários da cidade. Segundo a Defesa Civil, cerca de 4 mil pessoas foram atingidas indiretamente pelos alagamentos.
Também no Litoral Norte catarinense, Barra Velha, Balneário Piçarras, Camboriú, Itapema e Morretes tiveram prejuízos, mas nada comparado aos verificados em Penha. Ainda na sexta-feira, chuva intensa e ventos muito fortes provocaram a interrupção do fornecimento de energia para 32 mil unidades consumidoras em bairros de Criciúma, no Centro de Araranguá e nos municípios de Arroio do Silva, Nova Veneza, além de parte de Forquilhinha e Içara, no Sul do Estado. No total, oito alimentadores foram atingidos, principalmente, pela queda de vegetação sobre a rede. Nesta região, casas ficaram destelhadas e muitas árvores caíram.