O Correio do Povo acompanhou uma das várias atividades desenvolvidas pelos policiais militares do 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon), que estão estacionados em Cidreira, no Litoral Norte gaúcho, para a Operação Golfinho. Hoje à tarde, as crianças puderam sentir a sensação de andar a cavalo, algo que muitas nem tinham noção de como era. A ação desenvolveu-se na praça Gabriel Rogia Machado, situada na rua Júlio Bruneri, bem próximo à sede administrativa do 4º RPMon.
Quando o caminhão chegou, transportando os dois cavalos que passeariam com as crianças, muitas que estavam no parquinho existente na praça tiveram a atenção despertada e aos poucos, vencendo a timidez, foram se aproximando. Uma delas, o pai pediu para que o filho desse uma voltinha. Meio relutante, o garoto subiu no animal e “cavalgou” por alguns minutos, tendo as rédeas seguradas pelo 2º sargento Rodnei Lemos, interinamente responsável pela unidade. As crianças que montaram tiveram que usar um capacete, como medida de segurança.
O pelotão, denominado “Hipo”, fez o policiamento ostensivo, inclusive de shows que ocorreram na cidade, além de operações em outras praias, quando foi solicitado. Os PMs deslocam-se no próximo sábado para Porto Alegre, encerrando as atividades no litoral. Na Capital faram o patrulhamento do próximo jogo do Internacional. O pequeno Thales da Silva Quevedo da Rosa, de 4 anos, não escondia a ansiedade enquanto esperava a chegada dos animais. Comunicativo, ele disse pretender cavalgar como um cawboy.
Quando os cavalos chegaram e foram aprontados para que os pequenos pudessem montar, Thales não se intimidou. Apesar de uma pequena dificuldade para fixar o capacete na cabeça – uma exigência para se montar, visando a segurança -, logo sanada, ele começou a sua “cavalgada” pela praça, com o soldado Ricardo Simões segurando as rédeas e conduzindo o cavalo a passo lento. Em princípio sério, Thales logo mostrou-se à vontade em cima do cavalo, como se fosse um experiente cavaleiro. Após a vota, desceu e comentou que tinha sido uma experiência “legal”. “Eu gosto de cavalos”, disse, comentando que preferia que o animal fosse da cor branca, mas afirmou ter gostado muito da volta.
A irmã de Thales, Thaissa da Silva Machado, 10, também aproveitou para cavalgar um pouco. Tendo como sua orientadora a soldado Jordana Segatto de Quadros, a menina gostou muito de ter dado uma voltinha em cima de um cavalo. Thaissa confessou que nos primeiros momentos chegou a sentir “um frio na barriga”, mas depois aproveitou a oportunidade. “É legal, gostei muito”, disse Thaissa ao descer do cavalo. “Mas é uma sensação estranha, chega a dar um friozinho na barriga”.
Segundo Lemos, este tipo de atividade é feita com frequência pelo Regimento, em Porto Alegre. Este ano em Tramandaí, o pelotão “Hipo”, durante as comemorações dos 40 anos da Operação Golfinho, levou cavalos para que as pessoas presentes ao evento pudessem sentir o gostinho de andar a cavalo. Os animais são extremamente mansos, não oferecendo perigo para os cavaleiros de primeira “montada”. Em muitos eventos, o 4º RPMon leva os seus animais para este tipo de atividade, inclusive escolas pedem este tipo de atração. Inclusive, o 4º RPMon está em vias de reativar a equoterapia – tratamento de pessoas com problemas motores e mentais através de passeios a cavalo -, restando apenas detalhes para que este tipo de tratamento volte a funcionar no Regimento, que foi um dos primeiros a oferecer este tipo de terapia, no Rio Grande do Sul.
Pequenos veranistas cavalgam no Litoral Norte
Atividades do 4º Regimento de Polícia Montada na praia incluem ações de recreação