Um dos sócios do estabelecimento, Jeremy Crawshaw, reafirmou que a parte elétrica do local havia sido refeita após uma interdição em 31 de janeiro, por suposto risco de incêndio. “Só o laudo pode dizer o que causou. Os peritos passaram três horas lá dentro. Por enquanto é tudo suposição, mas não acredito que tenha sido a parte elétrica”, disse. Crawshaw mencionou que a casa noturna não tinha seguro. “Normalmente não se faz seguro, porque o valor é muito alto”, explicou. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 500 mil.
Após a tragédia na boate Kiss, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) interditou diversas casas noturnas na Capital, incluindo o Cabaret. Na época em que o estabelecimento foi fechado, o titular da Pasta, Humberto Goulart, afirmou que a decisão foi motivada por fatores de risco de incêndio como pé-direito baixo, isolação acústica composta por materiais inflamáveis, fios desencapados e saída de emergência obstruída.
Algum tempo depois, o Cabaret voltou a abrir as portas. Conforme Crawshaw, toda a documentação necessária estava regular. Porém, nesse domingo, após o incêndio, Goulart discutiu com um dos donos da danceteria e chegou a dizer que a estrutura era uma “pocilga”. “Ele falou isso com base em uma avaliação prematura. O secretário foi ver a casa quando ela ainda não estava pronta”, informou Jeremy Crawshaw.
Segundo a Smic, apenas um quarto das mais de cem casas noturnas vistoriadas pela força-tarefa da prefeitura estão em condições de funcionamento. Do total, 18 já foram vistoriadas pelos fiscais da secretaria e Corpo de Bombeiros e apenas três ainda não se adequaram à legislação. As demais são consideradas “funcionando”, porque apresentaram alvará dos bombeiros, mas não se enquadram como casa noturna. Outras 26 encerraram as atividades.