Ana Maria explica que as ondas eletromagnéticas são um fenômeno físico presente em todo o planeta e na vida humana. "A luz solar é uma fonte natural de ondas eletromagnéticas, que se manifesta na luz visível, no calor infravermelho e na radiação ultravioleta", exemplifica.
A professora afirma, porém, que as ondas ou a radiação eletromagnética presente na transmissão e recepção de celulares são muito menos potentes que a emitida pelo sol. Segundo ela, o fenômeno encontrado no aparelho telefônico móvel seria mais parecido com o produzido por utensílios da lida cotidiana como rádio, televisão e forno de micro-ondas.
"Todas essas são fontes de baixa energia. No caso do celular, o que preocupa é a proximidade com a cabeça e o eventual dano que o aquecimento promovido pela energia da radiação eletromagnética possa provocar. Ainda não sabemos o efeito que a onda do celular pode causar no organismo humano, sobretudo, a longo prazo", conclui.
Para o oncologista Jeferson Vinholes, o anúncio da OMS deve despertar a movimentação de estudos acadêmicos e também uma nova conduta por parte dos usuários. "Esse é o primeiro reconhecimento de que o uso de celular pode causar câncer. Antes não era assim. É uma modificação importante", admite o especialista, diretor técnico da CliniOnco.
Vinholes acredita que as pessoas devam adotar medidas racionais no usufruto do aparelho. "Alternar o uso direto com os fones de ouvido, escrever mensagens quando for possível e manter uma pequena distância do ouvido ao falar", aconselha.