Segundo ele, os itens estão entre os principais para a infraestrutura necessária à reabertura. A Associação espera que pelo menos 90 dos 110 estabelecimentos retomem as atividades.
Entretanto, a Prefeitura de Porto Alegre não confirmou se trabalha com a mesma previsão. Trâmites burocráticos como laudos da Secretaria de Obras (Smov) e também junto aos Bombeiros seguem em fase de conclusão.
O segundo andar do Mercado Público de Porto Alegre foi atingido por um incêndio em 6 de julho. Cerca de 10% do complexo ficou destruído, com danos a restaurantes e à cobertura do prédio.
Conforme o coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, arquiteto Luiz Antônio Custódio, para viabilizar a retomada de trabalhos no Mercado falta apenas executar a proteção com redes e tapumes, para impedir a queda de materiais sobre o térreo.
O Mercado Público
Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos de 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.
O incêndio do último dia 6 não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que é um dos principais cartões postais de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.
Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.
No segundo andar, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo 88% do orçamento da Prefeitura e 12% do Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.