Uma pesquisa da Universidade da Flórida, divulgada na quinta-feira nos Estados Unidos, mostrou que as preferências de consumidores geralmente são influenciadas pela herança genética. Segundo o estudo, a genética pode ser responsável pelo que compramos e pelo momento em que o fazemos.
"Se gostamos de ficção científica, carros híbridos, jazz, mostarda, ópera ou chocolate meio amargo, tudo isso tem um componente genético", afirma o pesquisador Aner Sela, doutor em marketing da Universidade da Flórida. "Por outro lado, esse efeito não acontece com arte abstrata, uso de piercings e coentro, coisas que as pessoas costumam gostar ou detestar", analisa.
Sela trabalhou em conjunto com Itamar Simonson, professor de marketing da Universidade de Stanford, no estudo das preferências por produtos e padrões de compra de 110 gêmeos idênticos e 70 gêmeos fraternos do mesmo sexo. Eles avaliaram, por exemplo, se eles gastariam R$ 170 em alimentos ou em uma massagem.
Escolhas parecidas se revelaram mais comuns em gêmeos idênticos do que entre os fraternos, que compartilham o mesmo ambiente, mas apenas metade de seu DNA. Segundo Sela, a partir destes resultados as empresas deveriam deixar o consumidor expressar suas preferências primeiro para depois reagir a certos produtos em vez de se basear em táticas de marketing cujo objetivo é influenciar os hábitos de compras.
Pesquisa americana mostra que genética influencia hábitos de consumo
Segundo o estudo, o que compramos e muitas preferências tem origem hereditária