De acordo com o presidente do Sinaenco/RS, Edgard Cândia, a infraestrutura da cidade não acompanhou esse aumento. “Os problemas se acumularam nas duas últimas décadas, devido principalmente à falta de planejamento com uma visão integrada da macrometrópole”, argumentou. Para Cândia, a mobilidade urbana é, sem dúvida, a principal questão que precisa ser resolvida em um curto prazo.
“Embora nossa Capital tenha 12 vias radiais e três perimetrais, o número crescente de veículos a cada ano emplacados em Porto Alegre, somado ao fato de que contamos com inúmeras ruas estreitas, inadequadas para o volume de tráfego, e muitas delas com pavimentação de baixa qualidade, os congestionamentos aumentaram extraordinariamente nos últimos anos, tornando-se um fator de piora da qualidade de vida”, destacou.
Moradia também é problema
Para 12% dos entrevistados, a questão de moradia também causa preocupação com relação a infraestrutura. Este número, de acordo com Cândia, reflete a urgência do desenvolvimento de projetos e obras habitacionais destinadas à população de baixa e baixíssima renda, que mora em habitações subnormais, as favelas, responsáveis por abrigar quase um quarto da população (22%) da Capital. O levantamento, realizado de 16 a 20 de setembro e que ouviu 890 pessoas, faz parte do evento “De olho no futuro: Como estará Porto Alegre daqui a 25 anos?”, que será realizado nesta quarta-feira no Hotel Deville.
O encontro contará com palestrantes com ampla experiência em planejamento urbano e infraestrutura que vão enriquecer as discussões em torno da mobilidade urbana, desenvolvimento imobiliário saneamento e habitação de Porto Alegre nos últimos e próximos 25 anos. Para ter acesso ao programa do evento, realizar as inscrições, que são gratuitas, e contribuir com propostas basta acessar o site.