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Pesquisa Fecomércio-RS revela que 73% das famílias gaúchas têm dívidas

Houve elevação das dívidas no cartão de crédito, que passaram de 65% em abril para 71% neste mês

A maioria das famílias gaúchas comprometeu sua renda com o pagamento de dívida, seja a quitação do cartão de crédito, compra de um imóvel, carnê ou financiamento de um automóvel. Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias do mês de maio, pelo menos 73% dos gaúchos se consideraram endividados, um aumento de sete pontos percentuais na comparação com o mês anterior. O estudo é realizado pela Confederação Nacional do Comércio e divulgado pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do RS (Fecomércio-RS).

Em relação ao percentual que possui 50% ou mais da sua renda comprometida, esse indicador também subiu, passando de 16% em abril para 19%, resultando em elevação no percentual das famílias com maior risco de inadimplência.

Dos tipos de dívidas que as famílias possuem, a pesquisa mostrou uma redução do percentual de famílias com dívidas no cheque especial e refinanciamento do saldo restante por meio do crédito pessoal. Dessa forma, os débitos com cheque especial reduziram de 30% para 25%, e os com crédito pessoal saltaram de 20% para 39%.

“Todavia, destacamos que nem todo o aumento da dívida com crédito pessoal pode ser explicado pela redução no uso do cheque especial, uma vez que as pessoas estão tirando crédito para consumir ou para pagar o rotativo do cartão de crédito”, analisa o economista da Fecomércio-RS, Pedro Ramos.

Em maio também ocorreu uma elevação das dívidas no cartão de crédito, que passaram de 65% em abril para 71%, o que, segundo Ramos, pode ser explicado pelos gastos com a Páscoa e com o Dia das Mães. “De modo geral, essa situação não é alarmante, pois acreditamos que as famílias estão com alto nível de consumo e, motivadas pelas datas comemorativas, se endividaram um pouco mais, mas sem que isso trouxesse mudança no comportamento global de inadimplência”, disse o economista.

No item que avalia a capacidade de pagamento das dívidas, o número de pessoas que não terão condições de pagar seus débitos em dia subiu de 7% para 9%.