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Pesquisa mostra conhecimento de jovens sobre drogas

Levantamento envolveu 1.888 adolescentes de 13 a 18 anos

Pesquisa mostra conhecimento de jovens sobre drogas
Pesquisa mostra conhecimento de jovens sobre drogas Foto : Tarsila Pereira
Um estudo envolvendo quase 2 mil jovens da Capital e seu conhecimento sobre os efeitos das drogas foi apresentado nesta terça-feira na sede da Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre. A pesquisa, realizada pelo gabinete Regional de Polícia Cidadã do Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Brigada Militar, tinha como principal objetivo demonstrar que palestras com o tema “Neurofisiologia da Drogadição e da Violência” podem ser utilizadas como instrumento no trabalho preventido em relação ao uso de drogas. A pesquisa também queria saber se os jovens possuíam conhecimentos suficientes a respeito de drogas, constatar o nível de associação entre a ação dos chamados “bondes” e a violência e avaliar como a família interage com os jovens a respeito do assunto.

O trabalho foi desenvolvido pelo chefe do gabinete, major Alexandre Thomaz e envolveu 1.888 jovens de 13 a 18 anos das regiões Centro-Sul da Capital, que incluiu bairros como a Cidade Baixa, Menino Deus e Ipanema, nos meses de abril e maio deste ano. No total, cerca de 4,2 mil pessoas estiveram envolvidas diretamente no levantamento.

Conforme o estudo, antes de acompanhar palestra, que também aborda os efeitos das drogas no corpo humano, 53% dos jovens pesquisados responderam achar que tinham conhecimento sobre esses efeitos. Porém, após a palestra, 98% reconheceram que não conhecem o suficiente sobre o tema. O levantamento também revela que 54% dos jovens obteve informações sobre as drogas com amigos e apenas 36% através dos pais. Além disso, 69% dos pesquisados reconhecem que existe relação direta entre o problema da violência e as ações dos “bondes”.

“A pesquisa revelou que os jovens pensam que conhecem sobre os efeitos das drogas, mas a realidade é outra. Além disso, ela demonstra que os jovens preferem que as informações fossem repassadas pelos pais, e não pelos amigos”, afirmou o major Thomaz.

Segundo ele, o estudo aponta que as ações da BM precisam ser focadas na educação e no aprofundamento da questão sobre o que é ser dependente químico. “Não adianta apenas dizer que a droga faz mal. Tem que provar os malefícios e mostrar que regiões do cérebro ficam afetadas, para o j ovem saber que, a partir do primeiro uso, já está causando lesão cerebral. Portanto, o melhor a fazer em relação às drogas é nunca utilizá-las”, disse.

O comandante do CPC, tenente-coronel Antero Batista de Campos Homem, enfatizou que a pesquisa realizada pelo major Thomaz poderá servir como base para futuras ações preventivas realizadas pela corporação. “Pretendemos agregar a prevenção com a repressão, para evitar o uso de drogas entre os jovens. Temos que orientar os adolescentes para que eles se mantenham afastados desse problema”, afirmou.

Segundo o comandante, a ideia é reforçar o combate às drogas por meio de palestras em escolas, envolvendo profissionais da área de saúde. “Queremos focar nos adolescentes, que são a parte mais vulnerável da sociedade. Porém, nada impede que essas atividades sejam realizadas em instituições de classe e outras entidades”, declarou.