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Pesquisa mostra mapa da deficiência no Estado

Estudo avaliou condições de acesso nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte, cultura e mobilidade urbana

Para saber quais são as principais demandas das pessoas com deficiência (PCDs) no Rio Grande do Sul, a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS (Faders) fez uma pesquisa considerada inédita no Brasil, que mapeou as condições de acesso nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte, cultura e mobilidade urbana. O levantamento foi realizado em 2010 junto a prefeituras e órgãos gestores municipais.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado abriga aproximadamente 2,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. As informações coletadas pela Faders serão publicadas em livro, que deverá ser lançado no primeiro trimestre de 2012. “O maior objetivo do trabalho foi diagnosticar a realidade e propôr sugestões nos diferentes temas para melhorar as condições de vida das pessoas com deficiência”, afirmou o presidente da Faders, Claudio Silva.

Os dados preliminares divulgados demonstraram que apenas 9% das prefeituras gaúchas têm um mapeamento da situação. “Somente seis municípios possuem órgão gestor e orçamento específico. Aproximadamente 10% já têm um conselho municipal. A invisibilidade das pessoas com deficiência ainda é uma realidade”, acrescentou. A coordenadora da pesquisa, Rosane Arostegui de Azevedo, destacou alguns números do trabalho. “A enquete sobre mobiliário urbano e equipamentos teve alto índice de municípios que não responderam o questionário, superando os 65%”, assinalou.

Entre os melhores indicadores, está o do meio-fio rebaixado, quase 30%. Porém, no interior de prédios públicos, apenas 6,3% responderam possuir piso tátil apropriado. Outros itens que apresentaram dados preocupantes são o baixo número de equipamentos como hidrantes, lixeiras e telefones públicos devidamente sinalizados. O índice de estacionamento reservado chegou a 12%.

Mais do que os números, a pesquisadora reforçou que é preciso uma transformação na forma como os PCDs são tratados. “A nomenclatura equivocada já traz uma grande barreira, tanto quanto a falta de uma rampa de acesso em um prédio. Especialmente no interior do Estado ainda se trabalha com a lógica de interdição da vida de alguém que possui alguma limitação”, afirmou Rosane.

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