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Pesquisa Nacional de Saúde Bucal é iniciada no Estado

Cerca de 5 mil gaúchos serão entrevistados

A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal começou nesta quarta-feira, no Rio Grande do Sul. A iniciativa, que é coordenada pelo Ministério da Saúde em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), vai avaliar as condições de saúde bucal da população. A pesquisa ocorrerá simultaneamente em todas as regiões brasileiras até o final de abril.

No levantamento, serão entrevistados 5 mil gaúchos nas faixas etárias de 5, 12, 35 a 44, e 65 a 74 anos. No Estado, as pesquisas ocorrerão em 13 municípios: Porto Alegre, Alegrete, Bagé, Carazinho, Erval Grande, Ibirubá, Gravataí, Novo Hamburgo, Pelotas, Rio Grande, Sinimbu, Santo Antônio da Patrulha e Teutônia. As cidades foram escolhidas por meio de um sorteio. Os dados finais deverão ser divulgados pelo ministério até o final do ano.
As pessoas que participarão do levantamento serão avisadas nas suas residências. Elas passarão por uma entrevista sobre os hábitos e os cuidados que têm com a boca. Depois um dentista fará um exame. No Estado, atuarão mais de 50 profissionais.

Durante o lançamento do estudo, a secretária em exercício da Saúde, Arita Bergmann, anunciou que o governo do Estado investirá neste ano mais de R$ 2 milhões em ações da saúde bucal. A ideia é aplicar os recursos na formação dos Centros de Especialidades Odontológicas e na confecção de próteses dentárias. “O acesso às próteses fixas ou móvel é uma necessidade de muitas pessoas, porém, pelo custo elevado, elas acabam não tendo esse serviço”, afirmou ela. Além disso, a secretária apontou que os resultados da pesquisa serão utilizados para orientar as próximas ações do Programa Estadual de Saúde Bucal, que foi lançado em fevereiro deste ano.

O último levantamento nacional ocorreu em 2003. Segundo o coordenador do Departamento de Ações em Saúde da SES, Francisco Bastos, o estudo apontou a necessidade urgente de o governo desenvolver ações de prevenção e de atendimento na rede pública de saúde. “A pesquisa mostrou que havia uma grande parcela da população necessitando de próteses, que as consultas com um dentista não eram regulares e que as doenças bucais estavam aumentando. Assim, os governos federal e estaduais passaram a desenvolver projetos de prevenção específicos”, destacou ele.

No Estado, o levantamento nacional será ampliado, a partir de maio, sendo realizado também de outras cidades gaúchas. O coordenador ressaltou ainda que na última década houve uma ampliação nas ações direcionadas à prevenção e tratamento de doenças da boca, como o projeto Brasil Sorridente. Ele lembrou que é fundamental ampliar as ações nesta área para prevenir o câncer de boca, que tem grande incidência no país.
Segundo a representante da Associação Brasileira de Odontologia/RS, Rosa Maria Sommer, para reduzir as doenças bucais é fundamental os projetos de prevenção. Ela destacou, porém, que essas ações devem ser realizadas durante a infância. “Tem que começar cedo a mostrar a importância da prevenção das cáries, por exemplo. Somente assim no futuro adultos manterão os hábitos saudáveis”, disse ela.