Até novembro, 28,6 milhões de pessoas (13,5% da população) haviam feito algum teste para saber se estavam infectadas pelo coronavírus (até outubro esse número estava em 25,7 milhões de pessoas ou 12,1% da população). Entre essas pessoas, 22,7% (ou 6,5 milhões) testaram positivo em novembro, contra 22,4% (ou 5,7 milhões) em outubro. Os testes para Covid-19 predominaram entre as pessoas com 30 e 59 anos.
Praticamente não houve diferença no percentual de homens e de mulheres que fizeram algum teste, 13,2% e 13,8%, respectivamente. Por grupos de idade, o maior percentual foi entre as pessoas de 30 a 59 anos de idade (18,2%). Quanto maior o nível de escolaridade, maior foi o percentual de pessoas que realizaram algum teste: entre as pessoas sem instrução ao fundamental incompleto, 7,3% e, entre aqueles com superior completo ou pós-graduação, 28%. Os dados fazem parte da Pnad Covid-19 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Das pessoas que fizeram algum teste, 12,7 milhões fizeram o SWAB nasal e 26,6% testaram positivo; 12,4 milhões fizeram o teste com coleta de sangue do furo no dedo e 17,2% testaram positivo. Já oito milhões de pessoas fizeram o teste de coleta de sangue da veia no braço e 25,5% testaram positivo. Os maiores percentuais de testes foram do Distrito Federal (25,6%), Goiás (20,7%) e Piauí (20,6%). Os menores foram no Acre (8,8%), Pernambuco (9,3%) e Alagoas (10,3%).
Entre os 211,7 milhões de residentes, 10,2 milhões (4,8%) não fizeram nenhuma medida de restrição em novembro, 97,9 milhões (46,2%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa, 79,3 milhões (37,5%) ficaram em casa e só saíram por necessidade básica e 23,5 milhões (11,1%) ficaram rigorosamente isolados.
A região Norte (8,8%) apresentou o maior percentual de pessoas que não fizeram restrições, e o Nordeste, o maior percentual de pessoas que ficaram rigorosamente isoladas (12,8%). As mulheres registraram percentuais maiores (12%) que os dos homens (10,2%) em medidas mais restritivas de isolamento em função da pandemia do coronavírus. Em relação aos grupos de idade, a restrição ficou maior entre aqueles até 13 anos (30,6%).
A Pnad Covid-19 foi desenvolvida com o objetivo de mensurar o impacto da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho brasileiro e na renda total da população, além de produzir informações relacionadas aos sintomas referidos de síndrome gripal, que poderiam estar associados à doença, e ao impacto nos estabelecimentos de saúde. Como destaques, a pesquisa apresentou resultados sobre a prevalência da testagem positiva da Covid-19, o trabalho em homeoffice e o papel do auxílio emergencial na renda domiciliar.