A pesquisa foi realizada com 202 docentes dos ensino infantil, fundamental, médio e superior de outubro de 2011 a janeiro deste ano, em Porto Alegre, Região Metropolitana, Santa Maria, Passo Fundo e Caxias do Sul. “A escolha destas cidades e região se deram por serem considerados os principais centros urbanos do Estado. Os sintomas que mais se destacaram foram o cansaço excessivo e a tensão muscular. Por isso, é necessário melhorias, pois a saúde dos professores encontra-se ameaçada com estes altos índices de estresse”, avaliou Janine.
De acordo com a psicóloga, na pesquisa qualitativa, os professores destacaram que existe uma exigência de atividades que não é proporcional ao número de horas pagas. E estes dados indicam a necessidade de se pensar em novas estratégias para diminuir o excesso de atividades do professor. “É preciso rever as exigências referentes às atividades exercidas, tanto em questões burocráticas como em tarefas referentes ao ofício, visando à minimização do trabalho através de uma reforma nas políticas educacionais”, afirmou Janine ao destacar que são necessários trabalhos preventivos que capacitem os docentes a exercer a profissão de forma saudável.
O estudo revelou também que a incidência maior dessas doenças está em mulheres e em professores que lecionam nos ensinos fundamental e médio.