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Pesquisadores se reúnem para decidir operação de resgate da baleia

Biólogos e veterinários de várias instituição se dirigem ao Litoral Norte gaúcho para tentar salvar o animal encalhado

Pesquisadores se reúnem para decidir operação de resgate da baleia
Pesquisadores se reúnem para decidir operação de resgate da baleia Foto : Nino Martins
Um grupo de pesquisadores de diversos locais do Brasil está reunido na noites desta quarta-feira para decidir os próximos passos da operação de resgate da baleia jubarte encalhada no Litoral Norte gaúcho. Contudo, são grandes as possibilidade do animal não sobreviver.

Conforme a bióloga do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), Cariane Trigo, a respiração do cetáceo já apresenta intervalos maiores o que significa perda de energia vital. “A saúde dela está piorando. Não sabemos até quando pode resistir”, avaliou a profissional, que lembra que a maioria dos animais encalhados morre já no primeiro dia.

O grupo de pesquisas reúne profissionais de várias partes do país, como o Instituto Baleia Jubarte da Bahia, o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos da Universidade Federal de Rio Grande (CRAM- Furg) e o centro de recuperação de Mamíferos Marinhos (Remasul), entre outros. “Tem gente chegando ainda esta noite, vamos ver o que faremos”, acrescentou a bióloga.

A baleia esteve presa por quatro dias em um banco de areia entre Capão Novo e Arroio Teixeira, mas foi liberada na tarde de ontem. No entanto, acabou retornando nessa manhã para a parte mais próxima da costa. A jubarte está agonizando no local.

Os biólogos passaram a quarta-feira inteira tentando recuperar o animal. Ela foi molhada durante todo o dia, mas com o anoitecer a operação de resgate teve de ser suspensa.

Ainda não se sabe os motivos para que o animal viesse a encalhar no litoral gaúcho. Conforme Cariane, é possível que o animal já estivesse doente. "Ficamos felizes quando ela nadou para o NOrte, mas a desorientação foi amior e ela acabou voltando", lamentou a bióloga.