Segundo Costa, “as conversas continuam e não param nunca, agora eu não sei se será possível (obter reajuste de preços). Não tenho o que falar sobre isso, mas o diálogo sempre existiu e sempre existirá”, disse. As declarações do diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras foram feitas durante encontro com executivos de finanças do estado, quando apresentou um balanço sobre o setor de logística da companhia.
O setor de logística da Petrobras, segundo o diretor, deverá dobrar de tamanho ao longo da década para fazer frente ao aumento do consumo de derivados no País, que deve passar dos cerca de 2 milhões de barris diários para 4 milhões de barris diários em 2020 – dos quais 1 milhão de barris virão de poços do pré-sal.
Costa disse ainda que a Petrobras tem hoje 240 navios de apoio entre unidades próprias e afretadas, mas terá que contratar mais 250 até 2020 para atender o aumento da produção. “Todas as unidades serão construídas no Brasil e, é claro, serão necessárias a construção de novos estaleiros ou a ampliação dos já existentes para fazer frente a esta demanda”, disse.
Ele também destacou que no primeiro trimestre do ano a área de abastecimento obteve resultados operacionais positivos, apesar do prejuízo de R$ 95 milhões. O executivo, porém, não quis comentar a influência que a política de não repasse da elevação dos preços do petróleo teve nesse resultado.