Geral

Petroleiros analisam proposta da Petrobras

Categoria reclama de falta de segurança nos locais de trabalho

Trabalhadores da Petrobras e subsidiárias de todo o país definem, nesta semana, se entram ou não em greve no país. Após a Federação Única dos Petroleiros, a FUP, anunciar a paralisação a partir de hoje, a Petrobras apresentou uma segunda contraproposta na segunda-feira. Agora, em todo o Brasil, os sindicatos da categoria estão em assembleia para definir os rumos da mobilização. Além do reajuste real de 10%, os trabalhadores exigem a elaboração de uma política de segurança nos postos de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Rio Grande do Sul, Fernando Maia da Costa, explica que a contraproposta da empresa é de 3% de ganho real e que a principal reivindicação se refere às melhorias nas condições de saúde, meio ambiente e segurança do trabalho.

Segundo dados da Federação Única dos Petroleiros, 16 trabalhadores morreram em acidentes na Petrobras neste ano. O caso mais recente, ocorreu na Bahia, no início deste mês, em uma das prestadoras de serviços da Petrobras e vitimou um eletricista de 57 anos, que morreu após cair de um tanque de água, com cerca de 17 metros de altura, ao tentar regular o nível da boia. “Desses 16 mortos, 14 são terceirizados. Atualmente, está na faixa de 5 terceirizados para cada trabalhador próprio”, destacou Costa.

De acordo com o presidente do Sindipetro gaúcho, na manhã de hoje,  já foi realizada uma assembleia em Osório, onde os trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Petrobras. À tarde, será a vez dos funcionários da Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, avaliarem a proposta da empresa. A última assembleia ocorrerá na sexta-feira, no Polo Naval de Rio Grande. Os petroleiros de todo o país batem o martelo na terça-feira, dia 22, quando o Conselho Deliberativo da FUP se reunirá no Rio de Janeiro.

Bookmark and Share