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Petroleiros comemoram retorno de controle da Refap para a Petrobras

Ato reuniu sindicalistas e dirigentes da Federação Nacional dos Petroleiros

Os petroleiros festejaram, na manhã desta sexta-feira, a decisão da Petrobras de retomar o controle das ações da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) - quinta maior do País. O ato, realizado junto ao portão de acesso à Refap, em Canoas, mobilizou sindicalistas de vários pontos do Brasil e dirigentes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

O diretor do Sindipetro-RS, Mauro Magalhães, lembrou que a estatal assinou contrato com a Repsol YPF para a compra de 30% do capital social da Refap, por 850 milhões de dólares, sendo 350 milhões de dólares referentes à participação acionária e o restante em dívida, já consolidada na Petrobras. “A Repsol havia adquirido a participação de 30% da refinaria em 2001, como resultado da troca de ativos realizada entre as empresas”, recordou.

Por outro lado, advertiu que os petroleiros seguem mobilizados pelo retorno do controle acionário da Petrobras Transporte S/A (Transpetro) à estatal. “Também lutamos para que a Petrobras volte a ser 100% estatal”, frisou. O diretor do Sindipetro-AL/SE, Clarckson Messias, lembrou que 60% das ações da Petrobras estão em poder do capital privado. “A Repsol YPF que sai da Refap é parceria da Petrobras em vários outros empreendimentos”, salientou Messias.

De acordo com o dirigente do Sindipetro-RS, embora tivesse apenas 30% dos ativos, a Repsol YPF possuía poder de veto nas decisões. Magalhães destacou que os investimentos que a Refap necessitava não eram aprovados. “Nossa refinaria começava a perder tempo e espaço”, disse. Segundo ele, um retorno desta envergadura não é uma ação isolada de um ou outro grupo, mas resultante de um longo processo. “Houve a percepção de que o desgaste para o Estado, País, trabalhadores e sociedade era inaceitável”, observou.

Magalhães afirmou que o ato que marcou a “refundação” da Refap será lembrado como um dia histórico para os petroleiros e para todos os brasileiros. “Houve a garantia de que os empregados da Refap serão Petrobras”, afirmou.

A compra, finalizada após um ano de negociações, foi concretizada depois da venda da rede de postos de serviços da Repsol YPF no País, reduzindo o interesse da companhia estrangeira em manter ativos de refino no Brasil. Na avaliação do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a transação  restabelece as sinergias entre a Refap e as demais refinarias da estatal no País. A Refap tem capacidade de produção de 190 mil barris de derivados por dia, principalmente de gasolina e óleo diesel.

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