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Petroleiros reforçam greve no Rio Grande do Sul

Representantes dos trabalhadores estimam perda de milhões de empregos com redução de investimentos

Representantes dos trabalhadores estimam perda de milhões de empregos com redução de investimentos
Representantes dos trabalhadores estimam perda de milhões de empregos com redução de investimentos Foto : Samuel Maciel
Os petroleiros estão em greve desde domingo para protestar contra o Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período de 2015/2019. Segundo as entidades que representam a categoria, a adesão ocorre em vários estados do país. No Rio Grande do Sul, houve corte de rendição na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, no Terminal da Transpetro Sepé Tiaraju e em Rio Grande.

“Continuamos com a diminuição de trabalhadores. Somos contra o plano de desinvestimento, a falta de segurança e a empresa também diminuiu os nossos direitos”, declarou o presidente do Sindicato dos Petroleiros do RS (Sindipetro-RS), Fernando Maia da Costa. O mínimo de pessoal está mantido para garantir a continuidade operacional.

A paralisação nos trabalhos seguirá por tempo indeterminado até que a Petrobras abra diálogo com os trabalhadores. Eles não admitem a retirada de nenhum direito adquirido nos últimos anos e reivindicam que a empresa implemente novas práticas de segurança, já que 19 empregados morreram em consequência de acidentes fatais na companhia em 2015.

Segundo a categoria, a greve é motivada por um suposto desmonte da estatal. No plano de negócios, há previsão de venda de ativos da empresa. O grupo estima que 20 milhões de empregos deixem de ser gerados até 2019, caso os cortes na Petrobras continuem. A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos divulgaram que vêm tentando discutir com a empresa e com o governo alternativas para que a estatal continue cumprindo o seu papel de indutora do desenvolvimento nacional. As entidades declaram que, segundo o Ministério da Fazenda, para cada R$ 1 bilhão que a Petrobras deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões.

O Sindipetro-RS informou que, somente na indústria naval, 15 mil metalúrgicos foram despedidos no primeiro semestre do ano. No setor petroquímico, 30 mil postos de trabalho estão ameaçados. Outros milhares de trabalhadores terceirizados também já foram demitidos. Em nota, a Petrobras informou que está avaliando os impactos das mobilizações dos sindicatos. As equipes de contingência da empresa foram acionadas e estão operando as unidades. Em alguns locais, estão ocorrendo bloqueios de acessos, cortes de rendição de turno e ocupação. "A companhia está tomando todas as medidas necessárias para manter a produção e o abastecimento do mercado, garantindo a segurança dos trabalhadores e das instalações", informou.