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Petroquímicos protestam contra possível fim de plano de previdência complementar

Cerca de mil trabalhadores serão prejudicados, segundo sindicato

Petroquímicos protestam contra possível fim de plano de previdência complementar
Petroquímicos protestam contra possível fim de plano de previdência complementar Foto : Nara Roxo/ Especial CP
Trabalhadores do ramo petroquímico estiveram mobilizados, na manhã desta terça-feira, em frente ao Hotel Intercity Premium, em Porto Alegre, para defender direitos de aposentados e pensionistas da antiga Copesul, quanto à liquidação do Plano Petros de Previdência Complementar. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Petroquímicas de Triunfo (Sindipolo), Carlos Eitor Rodrigues, ressaltou que a extinção do Plano Petros prejudicará cerca de mil pessoas, entre ativos e inativos, que contribuíram por vários anos para terem direito à aposentadoria complementar. “Mensalmente, abriram mão de 11% ou 14% dos seus salários para uma aposentadoria tranquila e agora a Braskem acaba com essa condição”, assinalou.

No momento em que o Sindipolo promovia o ato de repúdio, dirigentes da Braskem iniciavam a primeira de um total de 12 reuniões, no hotel, para tratar da liquidação do plano. Nenhum deles, porém, quis se manifestar sobre o protesto. Rodrigues lembrou que existem várias ações tramitando no Judiciário, para questionar a medida. “Ingressaremos com novas medidas judiciais e, paralelamente, desencadearemos uma série de mobilizações políticas e manifestações em defesa da previdência complementar dos petroquímicos”, disse.

Desde julho de 2005, a Braskem não recolhe as contribuições ao plano de previdência de seus empregados, administrado pela Fundação Petros. A empresa, por outro lado, oferece  aos participantes do Petros um plano de Contribuição Definida administrado pela Odeprev - Fundação Odebrecht de Seguridade Social. O plano de Benefício Definido tem contribuições que variam entre 2% e 15% sobre o salário do participante, a empresa contribui com os mesmos valores, o benefício é vitalício e reajustado de acordo com o dissídio  dos funcionários ativos.