Do total dos indiciados, 16 são acusados também de falsidade ideológica, pois, de acordo com entrevista do delegado Fábio Scliar ao Jornal Nacional, teriam sonegado informações em depoimentos. O relatório da Polícia Federal está em poder da Justiça e ainda será estudado pelo Ministério Público. Scliar atribuiu o desastre ambiental "à ganância e conduta leviana" dos executivos e funcionários das duas empresas, que, segundo ele, recorrem a perfurações temerárias, com riscos de acidentes.
No documento, ele reitera ainda que o vazamento foi provocado por excesso de pressão no poço e sustenta que a Chevron, até então operadora do Campo do Frade, sabia que a zona perfurada era de alta pressão. "As duas empresas estavam trabalhando no limite do limite, como foi admitido por várias das pessoas que vieram depor", contou o delegado.
Se as empresas forem condenadas, podem ser proibidas de manter atividades no País. Já as pessoas indiciadas pelos dois crimes podem ser condenadas a até 14 anos de prisão.