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PF não descarta novas operações-padrão no Rio Grande do Sul

Sindicato da categoria alega ausência de notificação de decisão do STJ que proíbe manifestação

Os sindicatos dos policiais federais e rodoviários federais afirmaram que ainda não foram notificados da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que acatou nessa quinta-feira liminar do governo federal e proibiu a realização de novas operações-padrão por agentes das duas polícias. Com isto, os sindicatos reavaliam os rumos das greves e as ações jurídicas que serão tomadas.

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef-RS), Paulo Paes, a postura do governo de procurar a Justiça foi autoritária e, enquanto os sindicatos não forem oficialmente notificados da decisão, novas operações não estão descartadas. "Essa atitude do governo impede a PF de trabalhar, porque nós estávamos fazendo a fiscalização como sempre deveria ser feita", critica. Na manhã de hoje, porém, nenhuma ação foi realizada.

O presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio Grande do Sul (Sinprf/RS), Francisco Von Kossel, também destaca que a entidade ainda não foi comunicada oficialmente, e que a categoria deve recorrer da decisão. Ele alega ainda que a PRF não realizou operação-padrão, mas uma "fiscalização intensificada" por períodos reduzidos.

Nessa quinta-feira, a operação-padrão da PF quadruplicou o tempo de travessia nas fronteiras gaúchas de Bagé, Uruguaiana e Chuí. Na Capital, grandes filas foram registradas no Aeroporto Salgado Filho. Com 10 vezes mais agentes que o normal, todos os veículos e pedestres foram fiscalizados de forma minuciosa. O trabalho diferenciado da PRF por cerca de duas horas em frente ao posto desativado no km 70 da BR 290, em Gravataí, gerou dois quilômetros e meio de congestionamento, com só uma das três faixas liberada. Um helicóptero permaneceu no local para casos de emergência.

Os agentes da PF, em greve há 10 dias, pedem que o governo se posicione quanto às reivindicações como reposição salarial dos valores perdidos ao longo dos últimos seis anos. O Ministério do Planejamento informou que irá apresentar, na terça-feira, uma contraproposta às reivindicações dos agentes.

A paralisação prejudica outros serviços executados pela corporação, como oitivas, registro de porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância e de produtos químicos, além da emissão de passaportes, restrita a casos de emergência.

Já os policiais da PRF, que decidiram na segunda-feira deflagrar a primeira greve em 84 anos da corporação, exigem a contratação de mais efetivo, realização de concursos para servidores administrativos, investimentos no setor e reposição salarial.

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